A PALAVRA DO PRESIDENTE

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Há mais de 30 anos, o Sinepe/NOPR tem trabalhado para a Educação, defendendo a qualidade do ensino e o fortalecimento das instituições privadas. É um grande, mas igualmente importante desafio.

A qualidade de ensino, principalmente privada, tem avançado. Prova disso é o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa). Enquanto o Brasil ficou em quinquagésimo terceiro lugar em um ranking com oitenta e um países, a rede privada brasileira ficou em décimo primeiro lugar, à frente de países desenvolvidos como a Espanha, em aspectos como a leitura.

No entanto, ainda há muito o que melhorar. A começar pela valorização dos professores. E aqui não me refiro apenas em relação à remuneração, mas de alçar à profissão a importância que realmente merece. Em países asiáticos, o professor está na mesma régua de reverência de um juiz, cenário bem diferente do nosso país.

Para continuar oferecendo educação de qualidade, o sistema privado também precisa de um maior apoio do poder público, por exemplo, com o acesso à patrulha escolar, para garantir a segurança pública aos estudantes. Também é necessário um percentual de dedução maior da educação no Imposto de Renda, assim como tornar possível a dedução dos gastos com livros didáticos. São medidas que poderiam garantir mais acesso ao ensino privado e, por consequência, aliviar o sistema público.

Em períodos eleitorais, especialmente, os candidatos defendem, acertadamente, que a Educação garante o futuro da nação. Só que para isso acontecer, precisa haver uma política de estado a longo prazo, e não apenas projetos de mandatos, independentemente do partido ou de quem ocupa o cargo de presidente, governador, ministro ou secretários de Educação.

As famílias também precisam assumir sua parte, incluindo a escolha da instituição de ensino, que deve ser pautada para além do valor da mensalidade. É a escola que ajudará a formar o indivíduo, oferecerá conhecimento e ensinamentos. Por essa razão, a escolha precisa ser pautada em que tipo de disciplina o filho estará implicado, a valorização da leitura, o hábito de estudo em casa e tantos outros aspectos que contribuem para a formação cívica e ética e reforçam os valores das famílias. Trata-se de uma relação de confiança mútua, muito além de questionamentos sobre a “injustiça” de uma nota ou a “perseguição” de um professor ao filho.

Resolvendo esses “gargalos” é possível vislumbrar um avanço mais rápido, aumento do acesso e um ensino de qualidade. O tripé envolve poder público, família e escolas dos quatro cantos do país. Precisamos do envolvimento de todos, sempre. O resultado será gratificante e, com certeza, alçará a Educação ao nível que ela realmente merece.

Djalma da Rocha Martins
Presidente do Sinepe/NOPR