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MEC quer Enem após eleições, nos dias 6 e 7 de novembro.

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deverá ser aplicado neste ano nos dias 6 e 7 de novembro, após as eleições - o primeiro turno ocorrerá no dia 3 de outubro e o segundo, no dia 31. A data final da prova será confirmada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), órgão ligado ao Ministério da Educação (MEC). "É pouco recomendável fazer o Enem entre o primeiro e o segundo turno das eleições", disse ontem o ministro da Educação, Fernando Haddad, após participar de audiência pública na Comissão de Educação da Câmara. No ano passado, o governo federal foi obrigado a cancelar o exame, previsto para o início de outubro, e remarcar uma nova data, em dezembro, porque a prova vazou. O MEC foi alertado sobre o vazamento pelo Estado. A data de realização da prova não agradará a todos. As universidades de São Paulo são favoráveis à aplicação do Enem o mais cedo possível, mas os demais Estados defendem que a prova seja feita depois das eleições. Haddad voltou a afirmar que o MEC desistiu de fazer um Enem no primeiro semestre deste ano depois da descoberta de fraude no exame nacional da Ordem dos Advogados (OAB) do Brasil, em março. Em seu depoimento à comissão de Educação, Haddad garantiu ainda que a sobra de vagas nas universidades federais será de cerca de 2% do total de 48 mil vagas oferecidas - ou seja, em torno de mil vagas. Ele rebateu ainda as críticas de que São Paulo estaria "exportando" estudantes para universidades públicas de outros Estados. "São Paulo tem poucas vagas em universidades públicas em relação a sua população e, por isso, é natural que os jovens procurem oportunidades em Estados vizinhos, como Minas Gerais", disse Haddad.


Fonte: O Estado de S. Paulo

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