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Boletim SINEPE/NOPR – 30 de novembro de 2017.

Boletim SINEPE/NOPR –   30 de novembro de 2017.

Só 12 universidades têm nota máxima em avaliação do MEC

Somente doze universidades brasileiras atingiram a nota máxima do o ICG (Índice Geral de Cursos), indicador de qualidade de ensino superior, divulgado pelo Inep, órgão do Ministério da Educação, nesta segunda-feira (27). Entre elas estão a UnB (Universidade de Brasília), a UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), a URFJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e a UNIFESP (Universidade Federal de São Paulo).

 

Todas são públicas

Foram avaliadas 2.132 instituições ao longo de 2016. Cada uma recebeu uma nota de 1 a 5. Todas as doze universidades com nota máxima são públicas: dez federais e duas estaduais. Estas não são obrigadas a passar pela avaliação, o que explica a ausência da USP no levantamento. Participam obrigatoriamente do IGC as universidades mantidas pela União e as da iniciativa privada.

 

Quase 60% dos estudantes escolhem faculdade pelo preço

Para cada aluno de faculdade particular que escolhe a instituição com base na qualidade do ensino, dois têm o preço como fator decisivo na decisão. Segundo uma pesquisa feita com 22 mil estudantes, quase 60% dos estudantes de faculdades particulares têm o valor da mensalidade como primordial na escolha da instituição.

 

Valores fora do orçamento

O levantamento identificou que a maioria dos estudantes que concluiu o ensino médio nunca se matriculou em uma universidade por entender que a mensalidade é mais cara do que ele pode pagar. Para 65,7% dos alunos brasileiros que nunca se matricularam em nenhuma faculdade privada, os valores praticados pelas instituições de ensino superior estão fora do orçamento. Outros 25% informam não terem conseguido bolsas de estudo ou entendem que o desconto ofertado é insuficiente. A pesquisa foi feita pela Quero Educação, startup de São Paulo que ajuda estudantes a encontrarem opções de curso superior.

 

Restrição orçamentária

Foram consultados, por e-mail, 22 mil estudantes que utilizam o site para pesquisa. Em geral, informa o levantamento, são alunos jovens, que enxergam no diploma universitário a possibilidade de mais chances no mercado de trabalho, de um melhor salário e um trampolim para a carreira e também para a vida. "Não é que o aluno não queira investir [em um curso superior]. Ele quer, mas tem restrição orçamentária", explica André Narciso, diretor financeiro da Quero Educação.

 

Taxa média de ocupação

O estudo identificou também que a taxa média de ocupação das salas de aula das universidades particulares no país está em 61,3%. Ao ouvir alunos que trancaram matrícula ou abandonaram um curso superior, a pesquisa também identificou que 57% deles apontaram os valores das mensalidades como motivo para a interrupção dos estudos. A pesquisa constatou que muitos estudantes estão desempregados ou trabalham mais de 40 horas semanais, o que dificulta a continuidade ou conciliação com a vida acadêmica.

 

Outros motivos

Ainda entre os que já se matricularam alguma vez em uma universidade particular, apenas 1% aponta a profissão em baixa no mercado de trabalho como motivo para abandonar o curso; 4% dizem trancar ou desistir das aulas pela qualidade insatisfatória das aulas ou dos professores, e 10% culpam a falta de identificação com o curso como causa do trancamento ou da desistência.

 

O lado das universidades

Se de um lado, os alunos apontam os preços praticados pelas universidades privadas como um obstáculo para entrar ou permanecer nas salas de aula, as instituições acreditam que reduzir o valor das mensalidades não traria obrigatoriamente mais alunos para as vagas ociosas. "Elas entendem que [para atrair o estudante] precisam ter uma percepção de qualidade melhor", destaca o executivo. Para as universidades, salienta Narciso, o mais importante para trazer e reter estudantes é melhorar a percepção que eles têm da marca. Só então, na visão das IES, surge a questão dos preços praticados.

 

Inflação

Ainda que haja essa diferença de compreensão dos motivos que retiram alunos das salas de aulas em universidades particulares, para Narciso, as instituições estão percebendo que os preços praticados acabam por se tornar um impedimento. "Nossa percepção é que eles estão ouvindo [os alunos] e estão disponibilizando cada vez mais vagas", pondera. "Existe uma esperança [das universidades] de que vai ser possível aumentar o ticket, trazer o aluno mais caro, mas a verdade é que as pessoas estão sem dinheiro. Estamos em uma crise", completa.

 

Resultados no Paraná

No Paraná, a pesquisa identificou que 57,8% dos alunos escolhem a universidade pelo preço, e não necessariamente pela qualidade do ensino- apenas 24,2% veem a qualidade e a reputação como motivo para decidir por uma faculdade. Menos da metade dos estudantes paranaenses ouvidos pela pesquisa – 49,4% - informaram que pretende seguir carreira na área do curso, e 17,7% avaliam que um diploma de curso superior, independentemente da área de conhecimento, aumenta as chances no mercado de trabalho.

 

Cursos mais procurados

Os cursos mais buscados no site da startup por estudantes paranaenses são Direito, Administração e Pedagogia. Além de estudantes consultados por email que aceitaram responder ao questionamento, para realizar a pesquisa, a Quero lança mão também de dados das mais de 1.200 universidades particulares com quem tem parceria. Fonte: Gazeta do Povo

 

Estudantes brasileiros entre os mais estressados

De acordo com dados do Pisa 2015, 80,8% dos estudantes brasileiros se sentem ansiosos durante avaliações e 56% ficam tensos durante os estudos. A média de ansiedade entre os alunos dos países pesquisados é de 55,5%. Os níveis de ansiedade dos estudantes do Brasil ficam atrás somente da Costa Rica. O levantamento é parte do relatório “Bem-Estar dos Estudantes: Resultados do Pisa 2015”, publicado neste ano pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

 

Falta de apoio

As informações foram reunidas a partir de um questionário aplicado pelo Programa Internacional de Avaliação de Estudantes a 540 mil estudantes de 15 anos de idade em 72 países e regiões. A ansiedade apresentada pelos estudantes não está ligada ao número de horas que passam na escola. De acordo com o relatório, o sentimento está relacionado a uma sensação de falta de apoio pelos professores e comunidade escolar. A ocorrência é mais frequente entre meninas, que apresentam maior ansiedade em relação a trabalhos escolares, provas e tarefas de casa.

 

Pesquisa da UFPR

Essa incidência também está presente em estudo realizado por pesquisadores da UFPR (Universidade Federal do Paraná). De acordo com a pesquisa, as meninas apresentam maiores níveis de estresse porque os meninos têm maior probabilidade de omitir sintomas e informações relacionadas ao seu estado emocional. Para a maioria dos estudantes, as atividades acadêmicas são apontadas como um fator de estresse muito forte.

 

Bons resultados

Por outro lado, jovens que se sentem bem no ambiente escolar têm maior probabilidade de apresentarem bons resultados acadêmicos e de viverem mais felizes. De acordo com o levantamento, 76,1% dos estudantes brasileiros sentem-se parte da comunidade escolar e 44,6% estão muito satisfeitos com a sua vida na escola. O senso de pertencimento é menor entre estudantes menos favorecidos: em média, eles têm 7,7% menos chances de se sentirem incluídos na comunidade escolar. Fonte: Gazeta do Povo

 

Arquitetura escolar

Normalmente deixada de lado no planejamento de educadores, a arquitetura de uma escola pode contribuir de maneira significativa para a melhora na produção de conhecimento e no desempenho dos estudantes. Segundo especialistas da área, espaços amplos, integrados, bem iluminados e mobiliários inovadores promovem sensação de bem-estar, o que influencia diretamente no aprendizado, além de favorecer algumas atividades.

 

Evolução é necessária também no espaço físico

Na grande maioria das escolas brasileiras, a estrutura e disposição de móveis em salas de aula ainda reproduzem um modelo do tempo em que o conteúdo era passado de professor para aluno, com carteiras enfileiradas, alunos sentados um atrás do outro - e todos voltados para a frente. O arquiteto indiano e especialista em design escolar, Prakash Nair, afirma que a evolução nos métodos de ensino e a incorporação de novas tecnologias em sala de aula precisam vir acompanhadas de mudanças consideráveis no espaço físico escolar.

 

Exemplo que vem da Finlândia

Para ele, é essencial parar de reproduzir padrões defasados e considerar como a escola deveria ser para atender às demandas atuais. Referência mundial quando o assunto é educação, com um dos melhores resultados globais no PISA (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes), a Finlândia continua a inovar e buscar novos caminhos para a melhoria das práticas escolares. A arquitetura escolar está no centro dessas mudanças.

 

Liberdade de escolha

As instituições finlandesas de ensino passam por grandes reformas físicas. As salas tradicionais, delimitadas com paredes, vêm sendo substituídas por espaços multimodais, com divisórias transparentes ou móveis. O mobiliário inclui sofás, pufs e bolas de pilates, bem diferente das tradicionais carteiras. O objetivo da Agência Nacional de Educação da Finlândia é oferecer flexibilidade para que professores e alunos possam escolher qual local consideram mais adequado para o desenvolvimento de um determinado projeto ou atividade.

 

Modelo moderno no Positivo

O modelo arquitetônico do Colégio Positivo Internacional, em Curitiba (PR), foi planejado a fim de alinhar os espaços físicos aos propósitos pedagógicos da instituição. O projeto foi criado para que os ambientes sejam os mais apropriados para as atividades que os professores pretendem desenvolver. A diretora, Audry Castello Branco, defende que a escola precisa ser dinâmica, viva, para estimular a convivência, a troca de experiências e o aprendizado.

 

Espaços conceituais

“As salas do Ensino Fundamental II são 360º, os estudantes não sentam mais um atrás do outro e, a cada duas horas, eles trocam de ambiente. Essa mobilidade permite que os conteúdos sejam abordados em estações de aprendizagem específicas. Os alunos não ficam presos num mesmo espaço o tempo todo”, descreve Audry. O colégio possui ainda espaços conceituais como o Maker Space, voltado para o desenvolvimento de projetos próprios dos estudantes, e outros que priorizam o bem-estar e o lado lúdico, como o solarium e a horta nas salas da educação infantil e um musical hall, embaixo da escada. Fonte: Central Press

 

                                                                                                                          Maringá, 30 de novembro de 2017.

 

 

Assessoria de imprensa SINEPE/NOPR.

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