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Boletim SINEPE/NOPR – 28 de novembro de 2017.

Boletim SINEPE/NOPR –   28 de novembro de 2017.

Inep divulga indicadores de qualidade

O Inep divulgou dois dos seus indicadores de qualidade da educação superior 2016. Foram apresentados os dados do Conceito Preliminar de Curso (CPC) – indicador de qualidade que avalia os cursos de graduação – e o Índice Geral de Cursos Avaliados da Instituição (IGC) –que avalia as instituições de educação superior. “Temos que ver como estes números se refletem na vida e no dia-a-dia dos professores e alunos. Este olhar sobre o conjunto é importante para posteriores tomadas de decisão de efeitos regulatórios”, afirmou o secretário de Regulação e Supervisão da Educação Superior do MEC, Henrique Sartori.

 

Outros indicadores do Inep

Atualmente, além do CPC e do IGC, o Inep calcula dois outros indicadores: Conceito Enade (CE) e Indicador de Diferença entre os Desempenhos Observado e Esperado (IDD). Os resultados do Conceito Enade e do IDD relativos a 2016 já foram divulgados em setembro. Agora, são publicados os resultados do CPC e do IGC, que revelam a qualidade dos cursos e das instituições de ensino superior – que têm acesso a consulta restrita nos dados publicados nesta sexta pelo Sistema e-MEC.

 

Cronograma do Censo da Educação Superior é definido

O Inep divulgou portaria que estabelece o cronograma de etapas e atividades do Censo da Educação Superior 2017. A coleta das informações será feita exclusivamente pela internet, por meio do Sistema Censup. Todas as instituições de educação superior, públicas e particulares, deverão preencher os dados. A primeira etapa da coleta terá início em dezembro. No dia 14, começa o período de atualização do cadastro do pesquisador institucional das instituições, que deve ser feito até 31 de janeiro de 2018. A atualização é de responsabilidade do representante legal e do próprio pesquisador institucional.

 

Demais etapas

As demais etapas seguem o seguinte cronograma: 1.º/2/18 – Abertura do Sistema do Censo da Educação Superior (Censup) para entrada de dados; 1.º/2/18 a 24/4/18 – Coleta de dados, por preenchimento dos questionários eletrônicos e por importação de dados pela internet; 25/04/18 a 4/6/18 – Verificação da consistência, conferência, ajustes e validação dos dados coletados; 5/6/18 a 2/7/18 – Consolidação e homologação dos dados; 3/7/18 a 3/9/18 – Preparação dos dados; 14/9/18 – Divulgação do Censo da Educação Superior. Fonte: Revista Gestão Universitária

 

MEC cria aplicativo em Libras

O Ministério da Educação criou dois novos aplicativos para celulares que podem ser baixados gratuitamente. O TV Escola Criança tem conteúdo voltado para meninas e meninos entre seis e oito anos de idade. Já o Primeira Mão é um jornal bilíngue, na Língua Brasileira de Sinais (Libras) e português, com as principais notícias do país e do mundo. Ambos já estão disponíveis para download nas lojas virtuais dos sistemas iOS e Android. 

 

Inclusão

O Primeira Mão traz o conteúdo do jornal semanal de mesmo nome transmitido em Libras e em português pela TV Ines, do Instituto Nacional de Educação de Surdos. O objetivo é levar informações para a comunidade surda sobre as principais notícias do país e do mundo, o que ainda não é possível nas mídias tradicionais. É uma inovação que inclui no universo dos equipamentos móveis uma ferramenta de comunicação visual, factual e informativa, que contempla uma população de surdos superior a 9 milhões de pessoas em todo o Brasil. Fonte: MEC

 

Encontro de Formação Continuada

Começou nesta segunda-feira, 27, e continua até sexta-feira, 1º de dezembro, em Brasília, o Encontro Nacional de Formação Continuada para os Núcleos de Atividades de Altas Habilidades e Superdotação (NAHHS). A ação é promovida pela Diretoria de Políticas Públicas de Educação Especial do Ministério da Educação. A programação inclui diversas atividades, como palestras com profissionais experientes sobre o panorama nacional do atendimento em Altas Habilidades (AH), diretrizes para os NAAHS: Cadastro Nacional de Altas Habilidades e perspectivas de enriquecimento curricular; além de oficinas, relatos de experiência e debates. Fonte: MEC

 

BM diz que professores têm salário adequado

Professores brasileiros têm salário adequado e benefícios acima da média, diz Banco Mundial As queixas sobre a falta de qualidade da educação no Brasil costumam incluir uma premissa raramente questionada: a de que os professores de escolas públicas são mal pagos e que essa é uma das principais razões para os maus resultados do ensino. Mas um novo estudo do Banco Mundial sustenta que essa premissa está errada.

 

Desperdício, ineficiência e falta de incentivo são os vilões

O relatório do Banco Mundial aponta outras causas para a péssima relação entre o gasto público e os resultados das escolas: o desperdício, a ineficiência e a falta de incentivos para os docentes. O documento diz que o piso salarial dos professores brasileiros está em linha com o que é pago em outros países com renda per capita similar. No entanto, os salários dos professores no Brasil aumentam rapidamente após o início da carreira. Devido às promoções automáticas baseadas nos anos de serviço e da participação em programas de formação, em 15 anos de carreira os salários se tornam duas a três vezes superiores ao salário inicial, em termos reais. Essa evolução supera significativamente a maioria dos países no mundo.

 

Planos “generosos”

Um segundo aspecto destacado no relatório são as vantagens oferecidas aos professores dentro do sistema de previdência. Além disso, vale destacar que os professores brasileiros têm direito a planos previdenciários relativamente generosos quando comparado a outros países da OCDE. Essa generosidade dos benefícios previdenciários é muito superior aos padrões internacionais. De acordo com o relatório, seria possível aumentar a qualidade do ensino fundamental em 40% e a do ensino médio em 18% sem aumentar as despesas com educação. Bastaria elevar a eficiência na aplicação dos recursos e acabar com o desperdício.

Problema de gestão

Roberto Ellery, professor de Economia da Universidade de Brasília, concorda com as linhas gerais do estudo: “Existe um problema de gestão gigantesco. Sem resolver isso, nem vale a pena botar mais recurso, porque existe a chance de ele ser mal aplicado”, avalia. Para o especialista, há ainda outros tabus que precisam ser enfrentados no universo educacional no Brasil, que passam pela questão pedagógica. Entre eles, o tamanho das salas de aula. “Na Ásia, você tem turmas grandes com resultados muito bons”, pondera.

 

Menos talentos, pior a qualidade

Gilmar Bornatto, professor da PUCPR questiona a metodologia usada pelo estudo do Banco Mundial e diz que a condição salarial no Brasil é, sim, um fator importante para a melhoria do magistério. “Os talentos acabam fugindo do magistério e a qualidade acaba caindo”, afirma. “Esse jovem que tem uma formação boa no ensino médio acaba procurando outra profissão. O que acaba vindo para o magistério vem de uma escola deficitária, da periferia, já trabalha, estuda à noite”, diz Bornatto.

 

Bons exemplos

O documento do Banco Mundial também afirma que a profissão é desprestigiada, mas aponta outras explicações para o problema: a pouca seletividade na contratação desses profissionais e a falta de uma relação entre o salário e o nível de desempenho do professor. O texto aponta alguns exemplos já aplicados e que mostram ser possível melhorar a educação com recursos limitados. O governo do Ceará, por exemplo, distribui os recursos do ICMS para os municípios de acordo com o índice de qualidade da educação de cada um.

 

Bônus financeiro

No Amazonas, os professores passam por uma avaliação de desempenho no início da carreira e podem ser desligados se não cumprirem os requisitos. Os estados do Rio de Janeiro e de Pernambuco já adotam um bônus financeiro por desempenho para os professores. “Todas essas experiências se mostraram custo efetivas, não somente melhorando o desempenho dos alunos, mas também aumentando a eficiência do gasto público em educação”, afirma o documento. Fonte: Gazeta do Povo

 

Fiscalização em âmbito escolar

Ensinar o aluno a ser auditor cívico e a fiscalizar a execução de políticas públicas no âmbito escolar é a missão do projeto Controladoria na Escola, desenvolvido no Centro de Ensino Fundamental (CEF) 404, de Samambaia, em Brasília (DF). Trata-se de uma iniciativa da Controladoria Geral do Distrito Federal (CGDF) que promove o controle social, a educação ética e cidadã e o combate à corrupção.

 

O aluno como fiscal

O projeto ensina, de forma lúdica, como se faz uma auditoria, o significado de educação fiscal e aborda pequenos atos cometidos no dia a dia que se enquadram na categoria de corrupção. Assim, o aluno atua como fiscal, identifica problemas e propõe mudanças para a melhoria do ambiente escolar.

 

                                                                                

                                                                      Maringá, 28 de novembro de 2017.

 

 

                                                            Assessoria de imprensa SINEPE/NOPR.

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