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Boletim SINEPE/NOPR – 26 de outubro de 2017.

Boletim SINEPE/NOPR – 26 de outubro de 2017.

54% dos alunos que deveriam estar alfabetizados têm problemas para ler

Mais da metade dos alunos de oito anos das escolas públicas no Brasil tem conhecimento insuficiente em leitura e matemática, segundo dados da ANA (Avaliação Nacional da Alfabetização) 2016, divulgados ontem (25) pelo MEC. Os números mostram que 54,73% dos alunos têm problemas de leitura - eles não conseguem, por exemplo, interpretar e localizar informações específicas em textos científicos ou de gêneros como lenda e cantiga folclórica. Além disso, eles têm dificuldade para reconhecer a linguagem figurada em poemas e tirinhas.

 

Problemas com contas

A ANA foi aplicada para mais de 2 milhões de crianças em novembro de 2016, quando 90% dos estudantes avaliados possuíam oito anos ou mais. Já 54,46% dos alunos têm problemas para fazer contas de adição, subtração, multiplicação e divisão, além de não conseguir interpretar gráficos de colunas, por exemplo. Em 2014, esse número foi de 57,07%. A escrita apresenta índices menos críticos, mas ainda preocupantes: cerca de 34% dos estudantes apresentam desempenho insuficiente - em geral, os alunos têm problemas de grafia e para escrever um texto narrativo coeso.

 

Desigualdades regionais

As regiões Norte e Nordeste apresentam o pior desempenho em todas as habilidades avaliadas. Na região Norte, 70,21% dos alunos têm desempenho insuficiente em leitura, 49,39% em escrita e 70,84% em matemática. No Nordeste, 69,15% têm problemas para ler, 47,44% para escrever e 69,46% em matemática. Na região Sudeste, 43,69% dos alunos tiveram desempenho insuficiente em leitura, 20,29% em escrita e 42,71% em matemática. (UOL)

 

Brasil prioriza ensino superior e abandona educação infantil

O Brasil é um dos países com menores investimentos em educação básica, mas com gastos semelhantes ao de países europeus no ensino superior. As informações são do estudo “Um Olhar sobre a Educação”, publicado pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). A pesquisa analisou os sistemas educacionais de 45 países e, entre as informações observadas, estão os gastos com cada fase de ensino.

 

Investimentos

No Brasil, os investimentos no primeiro ciclo do ensino fundamental são de US$ 3,8 mil (R$ 11,7 mil) ao ano por aluno. Apenas seis países têm investimentos menores do que o Brasil nessa fase de ensino, como o México (US$ 2,9 mil), a Colômbia (U$ 2,5 mil) e a Indonésia (US$ 1,5 mil) - o primeiro lugar do ranking é ocupado por Luxemburgo, que gasta US$ 21,2 mil ao ano. A média entre os países da OCDE é de US$ 8,7 mil.

 

Prioridade invertida

O cenário se inverte para o Brasil com os gastos em ensino superior. O valor gasto por estudante universitário no país é de US$ 11,7 mil (R$ 36 mil) ao ano. O montante é quase três vezes maior do que os investimentos na educação básica, e próximo ao de países europeus. Os gastos com estudantes universitários no Brasil são maiores do que em países como Itália (US$ 11,5 mil), República Checa (US$ 10,5 mil), Polônia (U$ 9,7 mil) e Coreia do Sul (US$ 9,6 mil). A média dos países da OCDE para o ensino superior é de US$ 16,1 mil.

 

Discrepância

De acordo com o relatório, os países membros da OCDE gastam em média quase 50% a mais com ensino superior – no Brasil a proporção é de 207%. A discrepância nos investimentos afeta parcelas diferentes de estudantes: enquanto o ensino básico é considerado universal no país, apenas 17% dos jovens entre 25 e 34 anos têm diploma universitário. Na educação infantil, a diferença é ainda maior. Segundo dados da OCDE de 2013 – último ano que incluiu a educação infantil no relatório – o investimento público total nesse nível educacional representa 0,6% do PIB do país. A média entre os países da OCDE é de 0,8%.

 

Cenário adverso

O número de crianças frequentando a educação infantil também está abaixo da média: em 2013, a taxa de matrícula foi de 53% para as crianças de 3 anos, 70% para as de 4 anos e 88% para as de 5 anos. As médias da OCDE foram de 74%, 88%, 95% e 97%, respectivamente. A OCDE indica que a média salarial inicial para professores da pré-escola entre os países da organização é mais do que o dobro do que os professores ganham no Brasil. Desde a pré-escola, os salários iniciais dos professores no Brasil são menores do que em outros países latino-americanos como Chile, Colômbia e México.

 

Carreira docente não atrai

Com salários menores, carga horária de trabalho maior e menores exigências de formação, a carreira docente na educação infantil torna-se menos atrativa para profissionais altamente qualificados. No ensino superior, o salário para professor adjunto em regime de dedicação exclusiva é de R$ 9,5 mil para profissionais com doutorado, de acordo com os últimos concursos realizados pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Fonte: Gazeta do Povo

 

FENEP lança cartilha sobre reforma trabalhista

A Federação Nacional das Escolas Particulares (FENEP) lança no próximo dia oito de novembro, a partir das 13h, a cartilha "Desafios e Oportunidades na Implementação da Reforma Trabalhista nas escolas privadas". O evento contará ainda com as palestras do assessor Jurídico da Fenep, Dr. Diego Muñoz e do Diretor de Relações institucionais na CBPI Produtividade Institucional. Fonte: FENEP

 

Vagas de mestrado e doutorado

O Programa de Pós-Graduação em Neurociências (PGNeuro) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) está selecionando alunos para 13 vagas do curso de mestrado e nove para doutorado. As inscrições podem ser feitas de 1º a 20 de novembro. Previsto para o período de 4 a 8 de dezembro, o processo seletivo será composto por prova de conhecimentos gerais e neurociências (PCGN), avaliação de habilidades específicas (AHE) e análise do currículo Lattes. Assessoria de Comunicação Social 

 

A educação deve ser uma responsabilidade compartilhada

A educação deve ser uma responsabilidade compartilhada por governos, escolas, professores, estudantes e pais. Todos devem exercer o mesmo papel para melhorar a qualidade do ensino e da aprendizagem nas salas de aula. Esta é a mensagem principal do segundo relatório da série Monitoramento Global da Educação, lançado nesta terça-feira, 24, em Brasília.

 Maringá, 26 de outubro de 2017.

 

 

Assessoria de imprensa SINEPE/NOPR.

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